É louco ver tudo
de cima do muro,
triste demais não fazer nada.
Como ficar passivo
ao caos que nos cerca?
Como ser feliz
num mundo infeliz?
É louco ver tudo
de cima do muro,
triste demais não fazer nada.
Como ficar passivo
ao caos que nos cerca?
Como ser feliz
num mundo infeliz?
Não sou deus,
nem santo a te proteger.
Sou humano,
feito de vontades
e de querer.
Teu sorriso me alcança,
tem algo de magia no olhar.
Não venha com essa de irmão —
é tua mão
que eu quero segurar.
Quero tocar teu coração,
sem máscaras, sem temor.
Não tenha medo da felicidade,
ela também é uma forma de amor.
Não posso ser teu deus,
o que sinto é mais real que santidade:
é presença, é verdade,
é vontade de ficar.
Tenho sonhos intensos,
pensamentos inquietos,
como quem busca sentido
no gesto mais honesto.
Te amo — assim, imperfeito,
humano,
inteiro.
Essa vaidade é total
Às vezes lúcida
É chama acesa, é claridade
Também loucura em vaidade
Sou assim, não nego não,
Meio Narciso, meio paixão
Espelho interno que me invade
Reflexo vivo da minha verdade
Essa vaidade não tem idade
Não sabe esperar, tem ansiedade
Tem pressa pelo novo amanhecer
Pelo saudável jeito de viver
Busca o bom, o doce, o real
O simples toque essencial
Essa vaidade é só minha essência
Não se empresta, é permanência
Essa vaidade… essa sou eu
Ninguém tira.
A terra, que sensação boa,
sentir na pele o que ela ecoa.
Tocar, andar, deixar levar,
ver e sentir seu cheiro no ar.
Terra, somente terra a chamar,
no verde vivo a nos abraçar.
O canto dos pássaros a encantar,
a brisa fresca a nos tocar.
Terra querida,
chão que impera,
Obrigado por me fazer terra.