Uma perturbação me habita,
o coração palpita,
o medo tem forma.
Caminho por trilhas perigosas,
mesmo sabendo do risco,
preciso seguir.
O monstro caminha comigo,
finjo que não o vejo,
finjo que não sou eu.
Mas o medo persiste:
enfrentá‑lo dói,
pois ele é cruel,
silencioso,
traiçoeiro.