terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A educação transforma"Quando Penso"

Quando lembro do que vivi, sofrimentos em muitos momentos.

Quando lembro do que vivi,
a vida sempre foi dura,
como rapadura — doce no final.

Todos os dias na labuta,
nas muitas buscas da sobrevivência.

Quando lembro, me torno mais forte
e não acredito na sorte.

Quando lembro,
foram muitas palavras negativas:

“Você não vai conseguir.
Você é burro e não aprende.”

Quando lembro
que quase acreditei na ignorância
quando ainda era criança.

Por isso sou essa pessoa.

Que acredita na educação,
na transformação.

Quando lembro que quase desisti…

Hoje sei que é possível.

Sei que existem muitos
com esse coração
que acredita no irmão.

Quando lembro…
Quando lembro…



domingo, 13 de janeiro de 2019

FUNDAÇÃO CASA"ONDE ERREI?"

CARTA ABERTA – ONDE ERREI?

À coordenação,
À gestão,
E a todos que decidem sem ouvir,

Escrevo esta carta não por ressentimento,
mas por honestidade,
por dignidade
e por respeito ao trabalho docente.

Pergunto, com a consciência tranquila:

Onde errei?

Onde errei ao cumprir todo o ano letivo
sem faltar um único dia,
sem chegar atrasado,
indo trabalhar muitas vezes doente,
porque acreditava na responsabilidade que assumi?

Onde errei ao iniciar o ano com uma prova diagnóstica,
para compreender o nível em que meus alunos estavam,
identificar dificuldades
e oferecer atenção específica a quem mais precisava?

Onde errei ao permanecer em sala de aula,
enquanto outros circulavam pelos corredores,
discutindo assuntos alheios ao trabalho,
deixando alunos sem acompanhamento?

Onde errei ao defender e praticar a leitura diariamente,
abrindo cada aula com textos significativos,
despertando o gosto pelos livros
— e vendo esse trabalho dar resultado?

Onde errei ao preparar minhas aulas todos os dias,
estudando além do horário,
assistindo a vídeos,
buscando compreender melhor conteúdos complexos
para ensinar com qualidade?

Onde errei ao não aceitar o discurso
de que “os alunos não aprendem”
ou “não gostam de estudar”,
quando os meus demonstravam interesse
e eu jamais desistia,
mesmo diante da resistência inicial de alguns?

Onde errei ao transformar a sala de aula
em um espaço de aprendizagem real,
onde errar era permitido
e aprender era possível?

Onde errei ao trabalhar com aulas dinâmicas,
jogos pedagógicos,
atividades que despertavam o interesse e o senso crítico?

Onde errei ao ajudar colegas,
compartilhar materiais,
explicar conteúdos,
colaborar sem medir esforço?

Onde errei ao continuar dando aula
mesmo sendo assediado por funcionários externos,
situação conhecida pela coordenação,
e ainda assim garantir que o aprendizado acontecesse?
Disseram que aqueles alunos não aprenderiam.
Eles aprenderam.
E tenho orgulho disso.

Onde errei ao colocar os alunos em primeiro lugar,
trabalhando autoestima,
resgatando confiança,
levando diariamente textos reflexivos?

Onde errei ao ouvir frases como:
“Professor, obrigado pela paciência.”
“Aprendi multiplicação e divisão.”
“Minha letra melhorou.”
“Vou mudar de vida.”
E acreditar que estava no caminho certo?

Onde errei ao persistir com alunos resistentes,
descobrindo que o medo era não corresponder,
e vê-los depois se tornarem participativos
e desejosos de aprender?

Onde errei ao cumprir o currículo do Estado de São Paulo,
EMAI, Ler e Escrever,
e trabalhar temas transversais com seriedade?

Onde errei ao manter postura profissional,
cuidar da apresentação pessoal,
por acreditar que o educador também educa pelo exemplo?

Onde errei ao não aceitar agressões físicas ou verbais
em minhas aulas,
por entender que respeito
é condição mínima para ensinar?

Onde errei para ser descredenciado
se durante o ano existiram quatro avaliações,
a nota máxima era 8,
e obtive 8 em três delas
e 6 na última?

Onde errei para ser desligado
sem aviso, sem diálogo, sem explicação clara?

Esta carta não é apenas um desabafo.
É um pedido de reflexão.

Porque quando um professor que trabalha, acredita, insiste e transforma
é afastado sem transparência,
quem perde não é apenas ele.
Perde-se o sentido da educação.

Finalizo reforçando minha pergunta,
não como provocação,
mas como direito:

Onde errei?

Atenciosamente,
Um professor que acreditou na educação
como caminho de transformação.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Assédio na Educação,até quando?

CARTA ABERTA – EM DEFESA DA EDUCAÇÃO E

 DA DIGNIDADE DOCENTE

Meu nome é Valdeci Silva de Paiva,
sou professor da Fundação CASA,
com escola vinculadora E.E. Padre Anchieta.
Acredito que muitos já saibam quem sou.

Sou aquele professor que, junto com outros colegas, perdeu sua sala de aula no meio do ano letivo e que, após muita luta, teve essa situação revertida. Foi um ano conturbado. Vivemos muitos “disse-me-disse”, muitas tensões, mas permanecemos firmes e fortes em nosso trabalho.

Sou professor mediador. Procuro sempre facilitar o processo para que a informação se transforme em conhecimento e gere novos saberes. Acredito profundamente que o ensino exige intencionalidade, disponibilidade e compromisso humano. Meu objetivo é instigar o aluno a “agarrar” o conhecimento, provocar reflexões, despertar o desejo de aprender. Por isso, penso constantemente na dinâmica da sala de aula para que o ambiente seja colaborativo, acolhedor e significativo.

Conheci o projeto da Fundação CASA em 2012 e logo me identifiquei. Sempre acreditei — e continuo acreditando — nesse projeto, embora algumas pessoas que hoje estão à frente não consigam conduzi‑lo de forma mais positiva, de modo que alcance seu objetivo maior: a recuperação e reintegração dos adolescentes que cumprem medida socioeducativa.

Desde o início, sabia exatamente o que iria encontrar:
trabalho com classes multisseriadas, nas quais o professor atua simultaneamente com várias séries do Ensino Fundamental, atendendo alunos de idades e níveis de conhecimento distintos. Sabia também que esses adolescentes, ao serem apreendidos, permanecem no máximo 45 dias nos centros de internação provisória, aguardando decisão judicial — e que, nesse período, têm direito à educação. Muitos chegam com grande defasagem escolar; alguns sequer estão alfabetizados.

Foi justamente por isso que gostei do projeto.
Sou um professor que gosta de desafios.

Embora atue em sala, meu trabalho é fortemente individualizado. Procuro atender a todos, indo até a carteira de cada aluno para acompanhar seu desenvolvimento. Dou atenção especial àqueles com menor autonomia, sobretudo os não alfabetizados. Levo atividades diversificadas para estimular o aprendizado. O que me mantém nesse trabalho são os próprios alunos e seus relatos constantes:

“Obrigado, professor, eu aprendi.”
“Quando cheguei aqui não gostava de ler, hoje gosto.”
“O senhor foi o melhor professor que tive.”

Ouvi isso inúmeras vezes.
Por isso continuo acreditando no projeto.

Agora falo da minha tristeza.

Fui professor da Fundação CASA – unidade Turiassú. Durante o ano letivo, passamos por quatro avaliações. Nas três primeiras, recebi elogios e obtive a nota máxima (8). Na última avaliação, porém, minha coordenadora apresentou argumentos com os quais não concordei. Pedi, inclusive, que constasse na avaliação que eu discordava do que estava sendo dito.

Ela afirmou que, após meu retorno — depois do episódio em que o diretor nos havia desligado sem motivo — eu estava “diferente” e não me relacionava bem com os outros professores. Isso não correspondia à verdade. Continuava levando material de casa, compartilhando atividades e colaborando com todos. Ainda assim, recebi nota 6 na última avaliação.

Posteriormente, soube que vários colegas haviam sido descredenciados — algo que, diga-se claramente, só deveria ocorrer em situações gravíssimas. Muitos estavam desesperados. No momento da avaliação, nada me foi dito além da informação de que “6 era uma boa nota”.

No dia 10/01/2019, em uma reunião na APEOSP, descobri que eu também havia sido descredenciado, junto com outros 27 professores, totalizando 28 profissionais afastados. Fiquei sem chão. Até hoje não sei quais motivos foram alegados para essa decisão.

É impossível não se entristecer.
Ainda assim, estou tranquilo.
Conheço meu trabalho. Sei o que fiz. Fiz um bom trabalho.

Não desisti — e não desistirei — do projeto. Vou lutar por ele. Sei o quanto sou importante para esse trabalho, assim como ele é importante para mim. Tudo o que faço, faço por inteiro.

Pergunto com sinceridade:
o que passa pela cabeça de alguém para descredenciar 28 professores de uma só vez?
Desde que me entendo por gente, nunca presenciei uma situação como essa.

Trata‑se de um desrespeito à educação, aos profissionais, às classes atendidas.
É um ato anticidadão, covarde e contrário a tudo o que prega a Medida Socioeducativa.

Acredito na justiça. Conheço algumas leis e confio que essa situação será revertida. Esta não é apenas uma causa pessoal. É a causa de todos os professores que acreditam na educação como instrumento de transformação social.

Peço apenas respeito.
E a oportunidade de continuar fazendo o que sei fazer:

despertar sonhos,
fazer acreditar que o amanhã é possível,
tendo sempre a educação como caminho.

Atenciosamente,
Valdeci Silva de Paiva
Professor

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Vaidade

Espelho amigo
Confidente
Pegue leve sou deprimente
Espelho meu
Agora me responda:Existe alguém mais bonito do que eu?
Sei que os dias chegaram que o tempo não perdoa e nem espera
Pegue leve comigo,pois sou teu amigo
De sempre.
Espelho,responde:
-Você  não és o mais lindo,mas sua maturidade tá bem para sua idade.
E pense agora,somente na felicidade.Que não tem nada haver com idade.

Saudades do Domingo da Terra


Assim sou,

 meio largado, 

entre os dias da semana, cansado.


Chega domingo, 

vêm lembranças, 

de quando aprendi 

a ter esperanças.


Nunca esquecer da criança, 

das experiências que vivi, 

das dificuldades, 

das saudades que senti.


Aquele menino,

largado, desbotado, que sonhava

com Papai Noel esperado.


Hoje, aos domingos, 

domingo da terra,

 muita diversão, 

família e amigos à beça.


Irmãos, 

brincadeiras sem noção,

 meninos + imaginação 

= muita emoção.



Interpretação

O poema contrasta o domingo da infância, cheio de imaginação, afeto e liberdade, com o domingo adulto, marcado pelo tédio e pela ausência desse encanto. É uma saudade profunda do tempo em que a simplicidade transformava o cotidiano em alegria — e um desejo sincero de reencontrar esse domingo perdido.

Esse menino

olha o menino
sem destino
maltratado pelo tempo
olha o menino
inquieto
buscando caminho
para o destino incerto
mas esse menino
o danado
não pensa na morte
busca sua sorte
Ele é forte
esse maluquinho
tão louco
esse menino.......

Cresceu...

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O desejo


Minha poesia

 é branca,

 preta,

 é minha 

e tua.


É desejo,

 é vontade

 de ser, 

de ter, 

alguém 

ou ninguém.


Céu 

 para os puros, 

prazer

 para os insanos.


Não tenho dom de sonhador, 

sou apenas um pecador.



O poema afirma a poesia como espaço livre e plural, que não pertence a rótulos, mas à experiência humana. Ela acolhe desejo e contradição — pureza e prazer, céu e pecado. Ao recusar o ideal do “sonhador”, o eu lírico assume sua humanidade imperfeita, fazendo da poesia não um refúgio idealizado, mas um ato honesto de existência.


Sou eu

Olha o menino
sem destino
maltratado pelo tempo
O
lha o menino
inquieto
buscando caminho
para o destino incerto
mas esse menino
o danado
não pensa na morte
busca sua sorte
Ele é forte
esse maluquinho
tão louco
esse menino.......

Minha Jaqueta Azul



Minha amiga companheira
Jaqueta azul
às vezes de bobeira
correndo perigo 
fico lindo contigo

Minha jaqueta azul
saio na balada
levo até porrada
na alta horas
depois de alguns pileques
sou meio moleque
Minha Jaqueta azul
só você me entende
por isso sou contente
e no frio......

Desumano


Meu mundo imundo
pesadelos
assombrações
temores
coração
Lutas
brutas
caos
pessoas
transparentes
ausentes
Que mundo
imundo
comprar sempre comprar
para apenas ter
Ser
é melhor do que ter...

Cura para o Tédio

Logo eu que gosto de pessoas,conversas,risadas de botecos.Eu cá fico a pensar"O que está acontecendo?"
Tenho ficado ensolado em casa sem vontade de fazer nada,só deitado em um rede como um invalido.Não tenho animo para nada,ando impaciente e intolerante com algumas situações.Eu que sempre fui elétrico e nunca parava...

Quero uma cura para esse tédio...

Nunca julgue e nem condene.Apenas aceite que a vida tem dessas...   

A vida...

Quando vejo uma folha em branco quero logo preenchê-la com #rabiscos e riscos".São tantas idéias que vão surgindo ai percebo que apenas uma folha não seria suficiente.Vai surgindo: pássaros,flores,objetos dos mais diversos e também pomas,músicas. Fecho os olhos surge na imaginação,casas,carros,brinquedos e volto a ser criança.
Tento desvincilhar,colocando pensamentos maduros na cachola,mas, a imaginação o desejo é maior.Percebo que sou um pouco louco,desses loucos normais,sua loucura uma vontade louca de viver.Tocando,sentindo,fazendo.É muito gostosa ´essa sensação  é como
tomar sorvete de chocolate no verão no Parque Ibirapuera...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Narcisismo

Vaidade
não tem idade
Vaidade
não tem sacanagem...









As crianças

As crianças são as melhores




Essa canção é realmente um poema

Essa canção com nosso lindo Ney é maravilhoso...

Só tenho que agradecer pela essa linda interpretação.Parabéns Ney...

Recordar é viver

As boas lembranças...

Viver o presente é o melhor presente para o futuro...



VIVER COM POESIAS: Sou seu...

VIVER COM POESIAS: Sou seu...: Depois de alguns anos estou de volta.Quando vc inicia algo e depois para, dar uma sensação de algo inacabado.... Nunca fui de desistir,mes...

uma nova idéia

Volta


Depois de alguns anos, estou de volta. 

Quando iniciamos algo e paramos,

 fica a sensação do inacabado.


Nunca fui de desistir, 

mesmo entre dificuldades e sofrimentos.

 Viver é uma busca constante. 

O que é certo, nunca sabemos ao certo — e ainda assim, faz parte.


Quero dizer que pretendo ficar. 

Aprender.


Estou

 na mesma espera,

 por você.


Estou porque sou:

 seu amigo,

confidente.

 Quero você —

 gente da gente, 

que ama e sente, 

que vive.


Estou sempre aqui,

 te esperando 

para um abraço amigo.