sábado, 6 de abril de 2013

Minha loucura se chama felicidade

Sou louco
não uso drogas
não quero uma cura
prefiro viver insano

Viver de utopias
experimentando possibilidades
limitação amputa meus braços

Prefiro essa loucura da intensidade
 dar saudades
 saudades continuam

Moral que fique com os moralistas
sou mais feliz  sem essa de pudor

Gosto da liberdade
sinto saudades
de muitas coisas

E digo  louco mesmo é quem mim diz que não é feliz





Posso te levar ao paraíso

Não sou deus, 

nem santo a te proteger.

Sou humano, 

feito de vontades

 e de querer.


Teu sorriso me alcança,

 tem algo de magia no olhar.

 Não venha com essa de irmão —

é tua mão 

que eu quero segurar.


Quero tocar teu coração,

sem máscaras, sem temor. 

Não tenha medo da felicidade,

ela também é uma forma de amor.


Não posso ser teu deus, 

o que sinto é mais real que santidade:

é presença, é verdade,

 é vontade de ficar.


Tenho sonhos intensos,

 pensamentos inquietos,

como quem busca sentido 

no gesto mais honesto.


Te amo — assim, imperfeito,

humano,

 inteiro.




vaidade


Essa vaidade é total
Às vezes lúcida
É chama acesa, é claridade
Também loucura em vaidade

Sou assim, não nego não,
Meio Narciso, meio paixão
Espelho interno que me invade
Reflexo vivo da minha verdade

Essa vaidade não tem idade
Não sabe esperar, tem ansiedade
Tem pressa pelo novo amanhecer
Pelo saudável jeito de viver

Busca o bom, o doce, o real
O simples toque essencial
Essa vaidade é só minha essência
Não se empresta, é permanência

Essa vaidade… essa sou eu
Ninguém tira.

Saudades!!

Que saudade
da total liberdade
 de quando ainda não tinha idade

Da minha dinha(madrinha)
de sua comida nos domingos

Que saudades das periguetes no meu tempo de pivete
Até da masturbação de quando vivia na mão

De de não ter contas
nada para acerta
tinha apenas que não deixar nada atrapalhar o meu lazer

Muita saudade, mas com muita  emoção de ter vivido
tudo isso
de montão...