não quero uma cura
saudades continuam
Não sou deus,
nem santo a te proteger.
Sou humano,
feito de vontades
e de querer.
Teu sorriso me alcança,
tem algo de magia no olhar.
Não venha com essa de irmão —
é tua mão
que eu quero segurar.
Quero tocar teu coração,
sem máscaras, sem temor.
Não tenha medo da felicidade,
ela também é uma forma de amor.
Não posso ser teu deus,
o que sinto é mais real que santidade:
é presença, é verdade,
é vontade de ficar.
Tenho sonhos intensos,
pensamentos inquietos,
como quem busca sentido
no gesto mais honesto.
Te amo — assim, imperfeito,
humano,
inteiro.
Essa vaidade é total
Às vezes lúcida
É chama acesa, é claridade
Também loucura em vaidade
Sou assim, não nego não,
Meio Narciso, meio paixão
Espelho interno que me invade
Reflexo vivo da minha verdade
Essa vaidade não tem idade
Não sabe esperar, tem ansiedade
Tem pressa pelo novo amanhecer
Pelo saudável jeito de viver
Busca o bom, o doce, o real
O simples toque essencial
Essa vaidade é só minha essência
Não se empresta, é permanência
Essa vaidade… essa sou eu
Ninguém tira.