sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Quero

Quero um mundo com aquele frio gostoso para dormir
Quero um mundo gostoso como manga rosa madura
quero um mundo limpo para sentir melhor
o perfume das rosas...

Sem o medo do Inferno

Quando tento entender certas coisas,

 me perco.

São tantas situações 

que fazem duvidar de coisas dos corações 


Os medos impedem sentir

 o que poderia ser grandioso,

 alimentados pelos julgamentos

de pessoas tornando tedioso


Não dá mais para viver

 essa mentira  sufocante 

Como é bom livre ser 

viver novas descobertas sem o medo do purgatório.

 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Fantasmas

Somos os mesmos de antigamente,
Os que sonhavam livres, inocentes.
Sonhos doces demais pra durar,
Promessas que o tempo veio quebrar.

Ainda somos os mesmos a sonhar,
Mas com medo do que pode falhar.
Já não tão doces, nem tão leves,
Sonhos feridos por chuvas e neves.

Somos agora mais fortes, mais duros,
Sobreviventes do tempo e seus muros.
Aprendemos a endurecer o coração
Pra não sangrar a cada decepção.

Corações frios por fora, eu sei,
Mas cansados demais de fingir que está tudo bem.
Loucos por colo, por chorar em silêncio,
Por um afeto simples, sem julgamento ou preço.

Saudades que ficam, não pedem licença,
Saudades que doem feito ausência.
Saudades… saudades… a nos lembrar
Que nem todo sonho consegue ficar.

Ainda é cedo amor

Esse amor ainda é cedo
Pra prometer o que não sei manter inteiro.
É cedo demais pra declarar
Algo tão fundo, tão difícil de explicar.

Ainda é cedo, amor, pra dizer
Palavras tão vivas, bonitas de se ver.
Elas carregam peso, criam raiz,
E nem sempre o tempo faz tudo feliz.

Ainda é cedo, amor, presta atenção,
Mal começamos a sentir o passo do coração.
A vida é longa, não corre atrás,
O que nasce devagar costuma durar mais.

Não quero te prender em algo incerto,
Num futuro bonito, porém aberto.
Meu cuidado é maior que qualquer dor:
Se for amor… ele saberá esperar o amor.


Maldita Deprê

Quando fecho meus olhos, restam lembranças,
Saudades estranhas, sem tempo, sem infância.
Uma dor de coisas que nunca vivi,
Mas que vivem em mim, não sei como, nem por quê.

Quando fecho os olhos vem algo sem nome,
Uma loucura mansa que só quem sente conhece.
É um peso quieto, difícil de explicar,
Que mora no peito e não sabe descansar.

Quando fecho os olhos vem a tentação
De sumir do barulho, calar o coração.
Uma nostalgia, um medo misturado,
Com carência de colo e afeto atrasado.

Tudo é tão louco,
Tudo é tão real,
Tudo pulsa forte
Num mundo desigual.

Não quero mais sentir essa coisa sem voz,
Esse nó por dentro, esse grito feroz.
Não… não quero mais,
Só queria um pouco de paz.

Quem sabe um dia vc me ame

Quando fecho meus olhos, restam lembranças,
Saudades estranhas, sem tempo, sem infância.
Uma dor de coisas que nunca vivi,
Mas que vivem em mim, não sei como, nem por quê.

Quando fecho os olhos vem algo sem nome,
Uma loucura mansa que só quem sente conhece.
É um peso quieto, difícil de explicar,
Que mora no peito e não sabe descansar.

Quando fecho os olhos vem a tentação
De sumir do barulho, calar o coração.
Uma nostalgia, um medo misturado,
Com carência de colo e afeto atrasado.

Tudo é tão louco,
Tudo é tão real,
Tudo pulsa forte
Num mundo desigual.

Não quero mais sentir essa coisa sem voz,
Esse nó por dentro, esse grito feroz.
Não… não quero mais,
Só queria um pouco de paz.