sábado, 17 de novembro de 2012

As portas





Elas estão sempre lá,

 Às vezes fechadas, sem se mostrar,

 Mas muitas podem se abrir,

 Se você ousar insistir.


As portas se abrem, é permitido, 

Se o coração estiver decidido, 

Buscar caminhos até achar a chave,

Nenhum sonho é tarde ou inviável.


Essas portas vão te levar

 A lugares que podem surpreender ou pesar,

 Podem ser belos ou até deprimentes,

 Vai depender das escolhas presentes.


A idade, quanto antes, melhor será, 

Pra viver tudo o que a vida dá, 

Aproveitar as possibilidades, 

Construindo novas realidades.


As portas, as portas, preste atenção, 

Se não der por elas, mude a direção,

 E se alguma insistir em não se abrir, 

Pule a janela… mas deixe tudo íntegro ao sair.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

viver é melhor

Estou  aqui
te esperando
sempre pronto
A todo momento
Como é gostoso  viver
sentir dentro do ser
essa vibração
é um teco teco
Essa batida no coração
como uma escola de samba
vida louca vida..

Loucura

É isso
gastar, sem saber
É isso que dar

Pedras escuridão
é isso que dar
viver sem escultar

Tudo que  viverei para contar
essas experiências
É isso que dar
espero nunca faltar
água para beber e sonhar

domingo, 11 de novembro de 2012

Negras Tabuleiros de Debret

A venda de alimentos por escravos, nas  ruas das vilas mineiras,era bastante comum.Nesta imagem se pode ver negras de ganhos retratadas.
Os negros de ganho recebia esse nome porque ganhavam dinheiro na rua.Porém,boa parte desse dinheiro que recebiam por essas vendas tinham de ser entregues a seus senhores.E o restante eles economizavam o bastante para mais tarde tentar comprar a sua carta de alforria.

Debret(século XIX).

Negras de tabuleiras,Debret,escravidão 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Solidão

Solidão
 é como dor de dente
só sabe quem sente

Solidão é um vazio
em meio a tanta gente
medo de se sentir

Solidão é não querer
ser visto no meio da multidão
onde se prefere a prisão

 Paredes, concretos
divisão, separação
medo
e dizer olá
e ouvir bom dia


solidão é deprimente
é bem melhor uma dor de dente.

Amor perigoso

Esse azul como anil
assim  seus olhos
você  sempre foi meu incondicionamento

Tranquilidade!!
Não sei o certo
vivo um momento incerto

Esse vento frio, 
São como paz aos meus ouvidos
Logo acordo em perigo



Saudade e um pouco de vaidade
De ter vivido um amor
Beijos acho que não sentiu o sabor


Te amo minha amada
saudade de voz calada
Nem sei quem sou

Sempre te amarei
te esperarei
Na jabuticabeira onde tudo iniciou.

Estou sempre evoluindo

Evolução é uma canção
linda de ouvir
e triste as vezes de se sentir

Tudo se passa como um furação
leva tudo
evoluir também é crescer
descobrir
aprender

Sou Valkachu
sempre em transformação
novos saberes
e vocações


nudez



A vaidade é viagem, 

é loucura sem cura.


Se isso é insanidade, 

quero ficar 

— com minha vaidade.


Não me vendo, 

nem me dou,

 sou quem sou: amigo, amante, apaixonado.


Narciso,

 gosto de ser eu mesmo, 

e assim sou feliz.





Interpretação (breve)

O poema assume a vaidade não como defeito, mas como afirmação de identidade. Ao evocar Narciso, o eu lírico celebra o amor-próprio consciente, rejeitando a negação de si e encontrando felicidade em ser autêntico.