segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Chico Buarque - Cálice - Clip Ditadura

devemos sempre assistir esse vídeo,pois um país sem memória é um pais sem historia,não dar de deixar de se emocionar com essa musica de Chico.

Brasil: Ame-o ou Deixe-o

Essa musica é uma poesia,referente a ditadura militar, mas até hoje ocorre a ditadura só que é maquiada.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

carnaval


Embala coração
Samba,canção
Entre cocha na coxa da coxa

Av infernal
Carnaval sem igual
Esfrega esfrega
Beija sapo sapo beija

Corpos sobre corpos
Pileques
Muitos moleques

Camizinha?
Esqueceu
Se fudeu

Carnaval sem igual
Casamentos sem ressentimentos
Ninguém é de ninguém
Arrependimentos e ressentimentos na quarta de cinza

Se é bom
Como comer bombom
para uns é


Mas na moral,sem extrapolar...


obs: use camisinhas gravidez não brincadeira,e para se prevenir de  doença contagiosa,hiv

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Meu amor

Vida fui sempre  durão
nunca caia
Numa paixão
Só na razão

Até numa noite de luar
Senti dentro de me um pulsar
Quando a vi passar
foi amor

Minha casa caiu
Meu céu desmoronou
Tudo mudou
Paixão

Sex
Boa
Encantadora
Nunca mais dormi
Sonhava e cantava

Era tudo que queria em uma mulher
Pernas lindas
Elegância
Uma estrela de cinema


Me apaixonei
Fiquei tonto
Sonso
Sem sono

Meu amor ANORMAL
Era uma sonho parecia natural
A vi na TV
Fiquei louco

Te amo minha bete
Mulher assim nunca vai existir
Sex Boop
Casei,descasei
e sempre tentando encontrar a minha Bete Boop.

Espere

Não sei,não sei
sei que te amo assim

Acuado
ficar ou te levar?

Sei que te amo
te amo e na mala sempre levo  você

Não sei
só sei que está muito além das possibilidades,preciso seguir viagem


E cada lágrima caída
uma dor arependida,mas espera que o anjo está no céu

Só sei que te amo...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

o fantasma


tenho tempo sem tempo
que se corre as horas
na madrugada a fora

fico sem fuso
no escuro
até cair os raios de sol

nunca sei
só sei que não sei
viver nessa fase de lua

quando menos lá já está ele
me obrigando e encarando
meu rosto de paixão sem noção

de dia
sem dia
de noite sem noite

vivo assim
sem fim
e as horas que me corre

lua adversa poema de Cecília Meireles


Tenho fases, como a lua


Fases de andar escondida,

fases de vir para a rua...

Perdição da minha vida!

Perdição da vida minha!

Tenho fases de ser tua,

tenho outras de ser sozinha.



Fases que vão e vêm,

no secreto calendário

que um astrólogo arbitrário

inventou para meu uso.



E roda a melancolia

seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém

(tenho fases como a lua...)

No dia de alguém ser meu

não é dia de eu ser sua...

E, quando chega esse dia,

o outro desapareceu...



Cecília Meireles

retrato de Cecilia Meireles

"Eu não tinha este rosto de hoje,


assim calmo, assim triste, assim magro,

nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,

tão paradas e frias e mortas;

eu não tinha este coração que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:

Em que espelho ficou perdida a minha face?"



Cecilia Meireles

pensamentos de ´Paulo Coelho


"Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo"




Paulo Coelho

"Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia"...


"Quantas coisas perdemos por medo de perder"

"De que me adianta temer o que já aconteceu? O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança"


"No amor ninguém pode machucar ninguém; cada um é responsável por aquilo que sente e não podemos culpar o outro por isso... Já me senti ferida quando perdi o homem por quem me apaixonei... Hoje estou convencida de que ninguém perde ninguém, porque ninguém possui ninguém... Essa é a verdadeira experiência de ser livre: ter a coisa mais importante do mundo sem possuí-la"

Paulo Coelho

Paulo Coelho

"Um ancião índio norte-americano, certa vez, descreveu seus conflitos internos da seguinte maneira:

- Dentro de mim há dois cachorros. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom, e eles estão sempre brigando.



Quando lhe perguntaram qual cachorro ganhava a briga, o ancião parou, refletiu e respondeu:

- Aquele que eu alimento mais frequentemente"
Paulo Coelho.

a flor


"quem tentar possuir uma flor verá sua beleza murchando,mas quem apenas olhar uma flor num campo.permanecerá para sempre com ela.Você nunca será minha e por isso terei você para sempre".
Paulo Coelho.

josé Carlos Drummond de Andrade


uma nova idéiaE agora, José?


A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?

você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta?

e agora, José?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?



E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio – e agora?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse...



Mas você não morre,

você é duro, José!



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!

José, para onde?

poema de sete chaves de Carlos Drummond de Andrade


Quando nasci, um anjo torto


desses que vivem na sombra

disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.



As casas espiam os homens

que correm atrás de mulheres.

A tarde talvez fosse azul,

não houvesse tantos desejos.



O bonde passa cheio de pernas:

Pernas brancas pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.

Porém meus olhos não perguntam nada.



O Homem atrás do bigode

é sério, simples e forte.

Quase não conversa.

Tem poucos, raros amigos

o homem atrás dos óculos e do bigode.



Meu Deus, por que me abandonaste

se sabias que eu não era Deus

se sabias que eu era fraco.



Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo

seria uma rima, não seria uma solução.

Mundo mundo vasto mundo,

mais vasto é meu coração.



Eu não devia te dizer

mas essa lua

mas esse conhaque

botam a gente comovido como o diabo.