quarta-feira, 7 de novembro de 2012

nudez



A vaidade é viagem, 

é loucura sem cura.


Se isso é insanidade, 

quero ficar 

— com minha vaidade.


Não me vendo, 

nem me dou,

 sou quem sou: amigo, amante, apaixonado.


Narciso,

 gosto de ser eu mesmo, 

e assim sou feliz.





Interpretação (breve)

O poema assume a vaidade não como defeito, mas como afirmação de identidade. Ao evocar Narciso, o eu lírico celebra o amor-próprio consciente, rejeitando a negação de si e encontrando felicidade em ser autêntico.



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