A vaidade é viagem,
é loucura sem cura.
Se isso é insanidade,
quero ficar
— com minha vaidade.
Não me vendo,
nem me dou,
sou quem sou: amigo, amante, apaixonado.
Narciso,
gosto de ser eu mesmo,
e assim sou feliz.
Interpretação (breve)
O poema assume a vaidade não como defeito, mas como afirmação de identidade. Ao evocar Narciso, o eu lírico celebra o amor-próprio consciente, rejeitando a negação de si e encontrando felicidade em ser autêntico.

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