O que fazer?
O passado é, como alguns dizem, “uma roupa que não serve mais”. Ainda assim, libertar‑se dele é uma das tarefas mais difíceis do ser humano. Carregar esse fardo — esse peso constante sobre os ombros — provoca sofrimento diário em milhões de pessoas e, muitas vezes, abre caminho para a depressão.
A depressão é hoje um dos maiores transtornos da saúde mental no mundo. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 280 a 300 milhões de pessoas vivem com depressão globalmente, sendo uma das principais causas de incapacidade e afastamento do trabalho. No Brasil, estima‑se que mais de 11 milhões de pessoas sofram com o transtorno, o que coloca o país entre os mais afetados da América Latina. [paho.org], [worldmetrics.org] [g1.globo.com]
O passado, quando não elaborado, torna‑se um vilão silencioso: usa a saudade — pura e ingênua — para manipular a dor, corroendo o presente pouco a pouco. E como dói. A OMS aponta que a depressão e a ansiedade juntas geram um custo econômico global superior a 1 trilhão de dólares por ano, reflexo do impacto humano e social desse sofrimento. [news.un.org]
Por isso, é preciso aprender a soltar. Afundar o peso do que passou, deixá‑lo ir para o fundo do mar — como Jack no Titanic — e seguir em frente como Rose: carregando as lembranças, mas escolhendo viver. Não se trata de esquecer o passado, e sim de não deixar que ele determine o presente. Seguir adiante é, muitas vezes, o maior ato de cuidado consigo mesmo.

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