quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ai que saudades....

Ai que saudade que eu tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais...
Me sentia rejeitada,
Tão feia,desajeitada,
Tão frágil,tola,impotente,
Apesar dos laranjais.

Ai que sudade quie eu tenho
Da aurora da minha vida
Não gostava da comida
Da minha infância querida
Mas tinha quer comer mais...
Espinafre,beterraba,
Era fígado e era fava,
E tudo que eu não gostava
Em porções industriais.

Oh dias de minha infância,
Quando eu ficava doente,
Ou sentia dor de dente,
E lá vinha tratamento!
Era uma tal de vitamina...
Mingau,remédio,vacina,
Inalação e aspirina
Injeção e linimento!

E sem falar na tortura:
Blusa de gola engomada,
Roupa de cava apertada,
Sapatinho de verniz...
E as ordens? Anda direito!
dis bom dia para sa visitas!
Que menina mais sem jeito!
Tira o dedo do nariz!
(...)

Naqueles tempos ditosos
Não podia barir a boca,
E a professora era louca,
Só queria era gritar.
Senta direito, menina!
Ou se não tem sabatina!
Que letra mais horrosa!
E pare de conversar!

Que aurora! que sol! que nada!
Vai já guardar os brinquedos!
Menina,não cupe os dedos!
Não pode brincar na lama!
Vai já botar o agasalho!
Vai fazer a lição!
Criança não tem razão!
É tarde,vai já pra cama!

Vê se penteia o cabelo!
Menina se mostradeira!
Menina novidadeira!
Está se rindo demais!
- Que amor,que sonhos,que flores,
Naquelas tardes fagueiras
Á sombbra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Ruth Rocha

Além da imaginação

Tem gente passando fome.
E não é a fome que você imagina
entre uma refeição e outra.
Tem gente sentindo frio.
E não é o frio que você imagina
entre o chuveiro a a toalha.
Tem muito doente.
E não é a doença que você imagina
entre a receita e a aspirina.
Tem gente sem esperança.
er E não e´o desalento que você imagina
entre o pesadelo e o despertar.
Tem gente pelos cantos.
E são os cantos que você imagina
entre o passeio e a casa.
Tem gente sem dinheiro.
E não é a falta que você imagina
entre o presente e a mesada.
Tem gente pedindo ajuda.
E não é aquela que você imagina
entre a escola e a novela.
Tem gente que existe e parece imaginação

Ulisses Tavares

o BICHO

vi ONTEM UM BICHO
Na imundíce do pátio
Catando comida entre detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato

O bicho,meu Deus, era um homem.

Manuel Bandeiraa

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


pensador.info

pensador.info
Venha me beijar, meu doce vampiro nessa noite de luar, nessa casa sem nada sem amor venha me beijar nada importa, só venha me sugar, um dia quem sabe, o amor chega depois de uma noite, venha me amar nessa noite de luar meu doce vampiro, com essa calça surrada sem grana, sem nada só venha me sugar quero mesmo sem amor ser sugada até o dia amanhecer
Ainda somos os mesmos que vivemos como nossos pais Essa é uma linda música .Que cantada pela nossa Elis Regina que á eternizou É muito verdadeiro as palavras Ainda somos os mesmos que vivemos como nossos pais

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O amor

o amor é uma doença
uma loucura
em momento uma doçura

o amor é tão inocente
como um menino
carente em vespera de natal

o amor é cruel
quando vivi no papel
essa situação de bobo da corte

o amor pode ser doce
gostoso como manga madura
sem ao menos se trepar

o amor o amor
somente o amor

sábado, 20 de agosto de 2011

As Majas no Balcão

As Majas eram moças de classes sociais mais desfavorecidas,famosas por sua beleza,suas roupas sedutoras e estilo de vida despreocupado. Goya pintou estas duas sentadas num balcão junto a seus protetores-os Majos-,que as observam.As Majas eram conhecidas por envolvimentos amorosos vilentos e tumultuados.

Donã Isabel de Porcel

Goya criou este maravilhoso retrato de Isabel de Porcel em troca da generosa hospitalidade dispensada por ela e seu marido,quando de sua estada em Granada.A jovem está vestida de forma coquete-como as "majas" da época-,resplandecente num vestido de seda rosa e mantilha de renda preta.

O lado Sombrio da Humanidade

Goya é reconhecido como o maior pintor europeu de seu tempo.A originalidade,a emoção que emana de suas telas e a liberdade de concepção de seu estilo e colocam em destaque dentro do panorama da pintura no final do século XVIII e início do XIX.Ele foi um dos pintores que fez mais investidas pelos lados sombrios da natureza humana. Em 1814, Goya pintou duas grandes e impressionantes telas para comemorar o levante de 1808 em Madri contra a ocupação dos exércitos franceses.Essa obra primeira mostra uma batalha de rua no dia 2 de maio,e a segunda,a represália doa franceses no dia seguinte.


des

Goya

Por volta de 1800,Goya era um dos mais bem-sucedidos artistas da Espanha.Circulava livremente entre a realeza e aristocracia,e pintou inúmeros retratos de figuras da corte.E a Maja Vestida,que que se diz ser um retrato da duquesa de Alba.
A Maja Vestida é uma das obras mais conhecidas do pintor espanhol Francisco de Goya. Ela é feita em óleo sobre tela. Mede 95 cm de altura e 188 centímetros de largura. Foi pintada entre 1802 e 1805. A pintura está localizada no Museu do Prado, em Madrid na Espanha, desde 1901, depois de um longo período na Real Academia de San Fernando.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011