domingo, 11 de novembro de 2012

Negras Tabuleiros de Debret

A venda de alimentos por escravos, nas  ruas das vilas mineiras,era bastante comum.Nesta imagem se pode ver negras de ganhos retratadas.
Os negros de ganho recebia esse nome porque ganhavam dinheiro na rua.Porém,boa parte desse dinheiro que recebiam por essas vendas tinham de ser entregues a seus senhores.E o restante eles economizavam o bastante para mais tarde tentar comprar a sua carta de alforria.

Debret(século XIX).

Negras de tabuleiras,Debret,escravidão 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Solidão

Solidão
 é como dor de dente
só sabe quem sente

Solidão é um vazio
em meio a tanta gente
medo de se sentir

Solidão é não querer
ser visto no meio da multidão
onde se prefere a prisão

 Paredes, concretos
divisão, separação
medo
e dizer olá
e ouvir bom dia


solidão é deprimente
é bem melhor uma dor de dente.

Amor perigoso

Esse azul como anil
assim  seus olhos
você  sempre foi meu incondicionamento

Tranquilidade!!
Não sei o certo
vivo um momento incerto

Esse vento frio, 
São como paz aos meus ouvidos
Logo acordo em perigo



Saudade e um pouco de vaidade
De ter vivido um amor
Beijos acho que não sentiu o sabor


Te amo minha amada
saudade de voz calada
Nem sei quem sou

Sempre te amarei
te esperarei
Na jabuticabeira onde tudo iniciou.

Estou sempre evoluindo

Evolução é uma canção
linda de ouvir
e triste as vezes de se sentir

Tudo se passa como um furação
leva tudo
evoluir também é crescer
descobrir
aprender

Sou Valkachu
sempre em transformação
novos saberes
e vocações


nudez



A vaidade é viagem, 

é loucura sem cura.


Se isso é insanidade, 

quero ficar 

— com minha vaidade.


Não me vendo, 

nem me dou,

 sou quem sou: amigo, amante, apaixonado.


Narciso,

 gosto de ser eu mesmo, 

e assim sou feliz.





Interpretação (breve)

O poema assume a vaidade não como defeito, mas como afirmação de identidade. Ao evocar Narciso, o eu lírico celebra o amor-próprio consciente, rejeitando a negação de si e encontrando felicidade em ser autêntico.



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Praça da Concordia

Q

Que linda praça
onde pessoas se encontram
batem papos
se agarram
enamoram
e também pai e filho
se divertem
lendo e sendo gente




Meu garoto

feliz aniversário meu filho
que cresça assim nesse seu entusiasmo pela leitura
muitas alegrias e sucesso de quem te ama seu pai

domingo, 26 de agosto de 2012

Trabalho Alienado(filosofia)

A alienação afeta milhões de pessoas(trabalhadores) nas sociedades contemporâneas,onde a produção econômica transformou-se no objetivo imposto às pessoas,em vez de a pessoa   humana ser objetivo da produção.Esse processo iniciou-se no século XIX,quando o trabalho na maioria das industrias tornou-se rotineiros,automatizado e especializado,subdividindo em múltiplas operações.Os empresários visam com isso economizar tempo e aumentar a produtividade.Como exemplificou o economista escocês  Adam Smith(1723-1790),na fabricação de alfinetes,um operário puxava o arame,outro endireitava,um terceiro o cortava, um quarto o afiava,um quinto o esmerilhava na outra extremidade para a colocação da cabeça,um sexto o colocava a cabeça e o sétimo dava o polimento final.Esse processo ficou conhecido como TAYLORISMO pelo engenheiro e economista estadunidense Frederick Taylor(1856-1915).Para ele a fragmentação do trabalho conduz a fragmentação do saber,pois o trabalhador perde a noção de um conjunto do processo produtivo.Esse processo do Taylorismo deixa a situação desgastante de rotina e acabando com o envolvimento afetivo e intelectual que o trabalhador teria com o seu trabalho,e essa relação vai ficando fria,monótona e apática.
Ao executar a rotina do trabalho alienado, o trabalhador se submete  a um sistema de exploração que,em grande parte,não lhe permite desfrutar financeiramente dos benefícios de sua própria atividade.Assim,no plano econômico, o  trabalho alienado produz para satisfazer as necessidades
do mercado e não a propriamente do trabalhador. Fabricas,por exemplo,coisas maravilhosas para uma elite econômica,produz palácios,enquanto grande número de trabalhadores mora em um casebre.Produz"inteligência",mas também estupidez e bitolamento para os trabalhadores.
Finalizando o trabalho alienado costuma a ser marcado pelo desprazer,pelo embrutecimento e pela exploração do trabalhador.
"Primeiramente,o trabalho alienado se apresenta como algo externo ao trabalhador,algo que não faz parte de sua personalidade.Assim,o trabalhador não se realiza em seu trabalho,mas nega-se a si mesmo.Permanece no trabalho com uma sensação de sofrimento em vez de bem estar,com um sentimento de bloqueio de sua energias físicas e mentais que provoca cansaço físico e depressão.Nessa situação,o trabalho permanece aborrecido.Seu trabalho não é voluntário,mas imposto e forçado.O caráter alienado desse trabalho é facilmente atestado pelo fato de ser evitado como uma praga; só é realizado à base de imposição.Afinal,o trabalho alienado  é um trabalho de sacrifício,de mortificação.É um trabalho que não pertence ao trabalhador mas sim à outra pessoa que dirige a produção."
Karl Marx.

Fundamentos da Filosofia
Historia e Grandes Temas
Gilberto Cotrim

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Chaves

Chaves é  uma
Série que encantou e encanta até hoje.É uma delicadeza,que aborda temas atuais de uma maneira cômico. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O amor

e

Uma saudade
de um dia ter amado
O amor se sente
como uma dor de repente

O amor
te faz sofrer sem outro querer
é um preço que se paga
por amar



Meu filho

Saudade
muita saudade dessa infância
de sonhos coloridos
corremos alguns  perigos
 foi maravilhoso

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Barco a Vela

No vai-e-vem,

no balanço das ondas,

as velas,

brancas,belas,

se abrem aos ventos,

Os seus movimentos,

leves,

lentos,

ritmados,

ora cedendo ao vento,

ora cedendo ao mar,

confundem minha visão.

Parecem ficar


quando vão.


Hardy Guedes Alcoforado Filho.O bailado-Primeiros movimentos.

São Paulo:Scipione,2002.p.31.


Aves e meninos

ave,ave
que dão calor,
energia
liberdade e asas
aos meninos!

Asas tão macias,
tão coloridas,
asas tão sorridentes
cheia de luz,
iluminando aos meninos.

No calor do toque
das coloridas asas
os meninos voam,
os meninos sonham
e cresciam.

Elias José,Mágica terra brasileira.
São Paulo:Formato,2006.p.21.