sábado, 26 de janeiro de 2013
Um lindo lugar
A terra, que sensação boa,
sentir na pele o que ela ecoa.
Tocar, andar, deixar levar,
ver e sentir seu cheiro no ar.
Terra, somente terra a chamar,
no verde vivo a nos abraçar.
O canto dos pássaros a encantar,
a brisa fresca a nos tocar.
Terra querida,
chão que impera,
Obrigado por me fazer terra.
sábado, 17 de novembro de 2012
As portas

Elas estão sempre lá,
Às vezes fechadas, sem se mostrar,
Mas muitas podem se abrir,
Se você ousar insistir.
As portas se abrem, é permitido,
Se o coração estiver decidido,
Buscar caminhos até achar a chave,
Nenhum sonho é tarde ou inviável.
Essas portas vão te levar
A lugares que podem surpreender ou pesar,
Podem ser belos ou até deprimentes,
Vai depender das escolhas presentes.
A idade, quanto antes, melhor será,
Pra viver tudo o que a vida dá,
Aproveitar as possibilidades,
Construindo novas realidades.
As portas, as portas, preste atenção,
Se não der por elas, mude a direção,
E se alguma insistir em não se abrir,
Pule a janela… mas deixe tudo íntegro ao sair.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
viver é melhor
te esperando
sempre pronto
A todo momento
Como é gostoso viver
sentir dentro do ser
essa vibração
é um teco teco
Essa batida no coração
como uma escola de samba
vida louca vida..
Loucura
gastar, sem saber
É isso que dar
Pedras escuridão
é isso que dar
viver sem escultar
Tudo que viverei para contar
essas experiências
espero nunca faltar
água para beber e sonhar
domingo, 11 de novembro de 2012
Negras Tabuleiros de Debret
Debret(século XIX).
Negras de tabuleiras,Debret,escravidão
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Solidão
é como dor de dente
só sabe quem sente
Solidão é um vazio
em meio a tanta gente
medo de se sentir
Solidão é não querer
ser visto no meio da multidão
onde se prefere a prisão
Paredes, concretos
divisão, separação
medo
e dizer olá
e ouvir bom dia
solidão é deprimente
é bem melhor uma dor de dente.
Amor perigoso
assim seus olhos
você sempre foi meu incondicionamento
vivo um momento incerto
Esse vento frio,
São como paz aos meus ouvidos
saudade de voz calada
Nem sei quem sou
Sempre te amarei
te esperarei
Estou sempre evoluindo
linda de ouvir
e triste as vezes de se sentir
Tudo se passa como um furação
leva tudo
evoluir também é crescer
descobrir
aprender
Sou Valkachu
sempre em transformação
novos saberes
e vocações
nudez
A vaidade é viagem,
é loucura sem cura.
Se isso é insanidade,
quero ficar
— com minha vaidade.
Não me vendo,
nem me dou,
sou quem sou: amigo, amante, apaixonado.
Narciso,
gosto de ser eu mesmo,
e assim sou feliz.
Interpretação (breve)
O poema assume a vaidade não como defeito, mas como afirmação de identidade. Ao evocar Narciso, o eu lírico celebra o amor-próprio consciente, rejeitando a negação de si e encontrando felicidade em ser autêntico.







