Minha poesia
é branca,
preta,
é minha
e tua.
É desejo,
é vontade
de ser,
de ter,
alguém
ou ninguém.
Céu
para os puros,
prazer
para os insanos.
Não tenho dom de sonhador,
sou apenas um pecador.
O poema afirma a poesia como espaço livre e plural, que não pertence a rótulos, mas à experiência humana. Ela acolhe desejo e contradição — pureza e prazer, céu e pecado. Ao recusar o ideal do “sonhador”, o eu lírico assume sua humanidade imperfeita, fazendo da poesia não um refúgio idealizado, mas um ato honesto de existência.

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