terça-feira, 8 de janeiro de 2019

O desejo


Minha poesia

 é branca,

 preta,

 é minha 

e tua.


É desejo,

 é vontade

 de ser, 

de ter, 

alguém 

ou ninguém.


Céu 

 para os puros, 

prazer

 para os insanos.


Não tenho dom de sonhador, 

sou apenas um pecador.



O poema afirma a poesia como espaço livre e plural, que não pertence a rótulos, mas à experiência humana. Ela acolhe desejo e contradição — pureza e prazer, céu e pecado. Ao recusar o ideal do “sonhador”, o eu lírico assume sua humanidade imperfeita, fazendo da poesia não um refúgio idealizado, mas um ato honesto de existência.


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